O Caminho: Indústria e consumidor

 

O painel “Do design ao corpo: estilo e comportamento do consumidor” aconteceu no segundo dia de ONDM (20) e reuniu importantes nomes da moda. A mediação foi feita por Bianka Capucci Frisoni, coordenadora dos cursos de design de moda na Univali.

No início do Painel, o assunto abordado pela mediadora foram as estratégias utilizadas por cada empresa para angariar mais clientes assíduos. Entre outras destaques,  Adriana Zucco – diretora criativa da Colcci – abordou a flexibilidade de se renovar para surpreender o mercado.  Já a co-fundadora e diretora criativa da Lua-luá, Michele Gevaerd, disse que apostar em um mix diverso de produtos com rapidez em novidades, pode funcionar. “Regionalidade também é uma das palavras-chave para conquistar a clientela”, destaca Rafaella Marquete, estilista da Malwee.

 

Foto: Dales Hoeckesfeld

Entre temas como sustentabilidade e processo de produção, as participantes trocaram ideias também sobre a relação marca-consumidor, que cada vez mais se faz presente e é, sem dúvidas, importante para a criação de novas coleções. “Produzir pensando no que iria gostar de ver em uma vitrine é essencial. Todos somos consumidores”, diz Michele.

Sobre e-commerce, o comércio virtual de vestuário, todas concordam que é uma forma do consumidor se aproximar das marcas, entretanto, é preciso exercitar as relações com os lojistas para que não saiam perdendo para o mundo online. As convidadas ressaltam ainda que mesmo com a explosão da internet, os consumidores costumam ir primeiro nas lojas físicas para depois começarem a comprar em suas casas.

Quando se trata das diferenças entre comercial e conceitual, há diversidade entre as empresas do painel. Daniela Bonim – Gerente de produção da Fakini Malhas, por exemplo, diz que a marca é comercial, pois seus clientes (mães de crianças das classes C e D) prezam pelas roupas coloridas e confortáveis, sem se importar com o conceitual.  “A Fakini não faz moda, ela segue moda”, complementa Bonim. Já Adriana Zucco diz que tanto o conceitual quanto o comercial são importantes, mas a Colcci, empresa em que trabalha, prefere desenvolver um produto que consiga trazer o conceitual da marca.

Por Beatriz Nunes, Nicolle Prado e Isabella Camargo.

Fotos: Dales Hoeckesfeld